Categoria: Para Mães

A criança não nasce preconceituosa, mas pode se tornar com o passar dos anos! Como a própria definição diz, preconceito é uma ideia preconcebida, uma opinião não justificada. E a criança, inicialmente, não tem opiniões sobre o desconhecido, por isso, vai reproduzir a opinião das pessoas que estão próximas a elas, como o pai e a mãe, por exemplo.

Geralmente, a partir dos 2 anos de idade, as crianças começam a perceber as características das pessoas, as diferenças físicas entre um e outro. Conforme elas vão crescendo, essa percepção vai aumentando.

Se você observar vai ver que as crianças ficam curiosas diante do “diferente”. Por exemplo, se o pai e os homens com que ela convive não têm o costume de usar barba, quando ela ver um homem barbudo, vai achar diferente. Porém não há preconceito nisso. É só curiosidade mesmo.

O que acontece é que os pais acabam transferindo seus preconceitos para os filhos.

Vivemos em um mundo repleto de diversidade, e muitos tem dificuldade em lidar com isso. Infelizmente, o preconceito está disseminado em todas as culturas e está vivo na vida de muitas pessoas.

Precisamos evitar que nossos filhos sejam preconceituosos!
Como eu disse antes, as crianças não nascem preconceituosas, elas podem ser tornar ao longo dos anos. O preconceito é algo presente na sociedade e, às vezes, somos nós, os pais, que incentivamos nossos filhos a tê-lo.

Se você não quer que seu filho seja preconceituoso, não seja.

As crianças seguem os exemplos dos pais. Se você tem um discurso preconceituoso dentro de casa, seu filho irá reproduzi-lo. Se você fala uma coisa, mas age diferente, pode ter certeza que seu filho está vendo. Crianças são observadoras e a tendência é fazer o que os pais fazem e não o que dizem. O exemplo é sempre mais forte que a palavra. Por isso, preste atenção nas suas ações!

Além disso, precisamos orientar os nossos filhos. Caso o pequeno tenha contato com o preconceito fora de casa, na escola, por exemplo, e reproduza aquele comportamento, os pais devem mostrar que ele está errado e que não pode agir assim. Um bom dialógo, claro e objetivo, é o ideal nesse momento. Sempre reforçando que cada ser humano é único e que as diferenças não devem ser julgadas.

Ao ficar diante de uma pessoa diferente e notar que a criança está curiosa, aja com naturalidade e não faça nenhum tipo de comentário, a não ser que a criança lhe questione sobre as diferenças do outro. Caso isso ocorra, ensine que todos somos diferentes e que isso é muito legal, pois nos tornam especiais.

Preconceito na escola: como evitar?
A escola é o primeiro ambiente em que a criança vai conviver mais de perto com as diferenças. Lá ela vai se envolver com crianças e adultos diferentes, com hábitos e estilo de vida distintos. Esse período é fundamental para a formação dela. E não só os pais como também os professores precisam ficar atentos ao comportamento do pequeno.

Escola e pais precisam caminhar juntos.

Quando existe o preconceito dentro da sala de aula, geralmente ocorre a discriminação, o tratamento desigual e isso faz mal tanto para o “causador” quanto para a “vítima”. Sentir-se discriminada pela cor da pele, pelo cabelo ou até mesmo pelas roupas faz muito mal a criança.

Baixa autoestima, sentimento de inferioridade, notas caindo e introspecção são alguns sintomas. E a criança preconceituosa pode crescer intolerante, reproduzindo esse discurso e atacando a sociedade.

Mas é bom deixar claro que esse tipo de comportamento não parte da criança, é adquirido. Ela viu, escutou ou presenciou alguém fazer isso. Isso é muito sério, pais.

Qualquer mudança no comportamento da criança merece atenção! Eu sempre digo que conversar bastante com os filhos sobre tudo desde pequenininhos é muito importante para compreender o que passa na cabecinha deles e ajudá-los a lidar com as dúvidas, dificuldades e questionamentos, contribuindo, assim, para a formação de seu caráter.
Mamãe e papai, preparem sua criança para respeitar o diferente. Nada de preconceito! Semeie o amor!

 

Abraços

Talita Lima

 

Você sabe o que é parto de lótus?

É um tipo de parto que, após o bebê nascer, a mãe e a equipe médica esperam a placenta nascer e não cortam o cordão umbilical. A placenta fica ligada ao bebê através do cordão, até que ele se solte sozinho de forma natural. Isso pode demorar de 3 a 10 dias.

De uns tempos para cá, muitas mamães tem optado por essa nova alternativa pois acreditam nos benefícios que a ligação da placenta ao bebê pode trazer. Continue lendo Parto de Lótus: Você ja ouviu falar sobre isso?

A superproteção faz parte da intensa discussão no mundo materno. Afinal: Superproteger ou não nossos filhos?

Sabemos que a intensidade do amor na maternidade nos leva a exageros e muitas vezes chegamos a extremos. A vontade de muitas mães quando os filhos nascem e joga-los em uma redoma de vidro, onde nada de ruim chegue ate eles.

Que os nossos filhos não adoeçam, nem se machuquem gravemente e muito menos sofram com os desafios da vida.

Na maternidade a superproteção nasce junto com o primeiro filho, e podemos associar isso com aquele álcool em gel que oferecemos à quem queira pegar o bebê; o medo de sairmos de casa com o bebê, para que ele não adoeça; aquele tio esparolado que insiste em pegar a criança, e nós super mães insistimos em evitar.
A superproteção também é sinônimo do medo que a criança se machuque, ou se suje; da joelheira que compramos para nossos bebês engatinharem mas não machucarem os joelhos; e daquele capacete para evitar as batidas na cabeça com os tombos dos primeiros passos e escaladas.

Podemos também associar essa superproteção de mãe com excesso de zelo! E qual o problema desse excesso enquanto podemos proteger nossos filhos?Não há problemas quanto superprotegemos esses serzinhos que tanto dependem de nós!

Além disso, esse zelo inicial nos ajuda sim, até porque, quem tem dois ou mais filhos sabem que, o excesso de cuidado com o primogênito nos primeiros meses ajudou para que ele(a) adoecesse menos, ou se machucasse com menos intensidade.

Já com o segundo ou terceiro filho não conseguimos manter a mesma condição de cuidado, não por falta de amor, muito menos de zelo.

O problema é que em um determinado momento, nossos filhos começarão a andar, e não ficarão mais ao redor do nossos braços com tanta facilidade. Nesses primeiros passos é importante que nós, na condição de pai e mãe, desçamos um degrau para que nossos filhos subam, e comecem gradativamente a explorar o inicio da vida. Continue lendo Como a superproteção pode ajudar e prejudicar o desenvolvimento dos filhos

Semana passada assisti a série 13 Reasons Why . Achei excelente, dentro do contexto trabalhado e com uma mensagem muito forte, importante e poderosa que precisa ser ouvida por pais com filhos que estejam em qualquer idade!

Eu aos 30, assisti a série, voltei aos meus 15 anos ao mesmo tempo parti para os 40 (idade que meu filho mais velho completara 15 anos).

Pude lembrar de amigos que suicidaram, do que fiz, do que poderia ter feito.

Lembrei dos colegas que sofriam Bullying, das vezes que fui eu a agressora, que emitia o bullying… Naquela época esse não era um problema de grande proporção (talvez pra mim). Já existiam as brigas na escola onde se faziam círculos de adolescentes ao redor dos agressores e só se escutavam vaias e gritos.

Existiam as bonitas, as mais feias, os mais inteligentes, os mais engraçados.

Adolescência sempre será uma fase única. O Bullying sempre existiu. A diferença hoje é a proporção que ele vem tomando, as redes sociais e a falta de amor que vem crescendo a cada dia.

Hoje contamos com o Cyberbullying!

Nos dias de hoje não se toma mais dores e defesa de quem vem sendo agredido. Hoje as pessoas filmam, e compartilham nas redes sociais!

As mãos que podiam estar separando uma briga é ocupada por um aparelho de celular para garantir compartilhamentos, repost e page views nas redes sociais.

O gordo não fica sendo gordo ali, só na escola!

O gordinho ou a gordinha é motivo de chacota naquela foto que tá comendo Sanduiche, postada no Instagram, com um meme incluso!

Antigamente, a garota tirava a roupa só pra um cara, e os outros ficavam sabendo quando o tal carinha só contava a vantagem por ter pegado a “gostosinha” da escola.

Adolescentes namoram, estão na fase da descoberta. Sempre existirá meninas inocentes e meninos maldosos, levados na vantagem de ter pego a “gostosa”, ou vise-versa.

O problema é que nos dias de hoje, aquela foto feita na inocência (ou não) de se exibir é postada e compartilhada por jovens que talvez não tenham noção do problema que isso venha causar na vida da pessoa que está sendo exposta. Os jovens não estão tendo limite para o pudor, do respeito e amor ao próximo.

Pais e mães precisam estar atentos. Precisamos ser amigos e conversar com nossos filhos, ensiná-los desde a primeira infância sobre o respeito, o preconceito.

Precisamos ensinar nossos filhos a se defenderem desse mundo cheio de violência.

A série 13 Reasons Why conta sobre a história de Hannah Baker (Katherine Langford) e Clay Jensen (Dylan Minnette). Hannah é uma jovem no Ensino Médio que comete suicídio e deixa para trás 7 fitas cassetes explicando os 13 motivos que levaram à sua morte.

Cada adolescente citado por ela tem indiretamente uma responsabilidade sobre o suicídio da garota.

Voltando a 15 anos atras, me lembro de um colega ter suicidado com um tiro na cabeça. Era um cara legal, não era tão bonito, era inteligente… Me lembro que era sozinho, a mãe morava em outra cidade e o pai já havia falecido.

Muitas vezes quando eu descia, encontrava “João”, cumprimentava, mas como ele era muito comunicativo, conversava muito, e eu nunca tive paciência pra estender assunto com ele. Cumprimentava o João e logo dava uma desculpa pra sair fora da conversa. Ele também não tinha um papo irado como eu na minha época adolescente exigia. “João” era o típico adolescente certinho, apaixonado!

Logo ele apareceu com uma namorada. Me lembro que ela era bonita, e ele parecia cada dia mais vidrado na garota.

Enfim, essa moça terminou o namoro com o “João” e dias depois ele suicidou. Uma semana antes dele ter suicidado, me lembro de ter ouvido suas queixas e que ele estava sofrendo pela garota, mas eu, como sempre impaciente, bati no ombro do “João” e disse: “Não sofre amigo, logo tu arruma outra! Vou ali no mercado pra minha mãe…”

Eu sempre tinha uma desculpa pra sair da conversa do “João”.

Não fui o tipo de adolescente grossa, que não escutava ou que rejeitava os outros, mas saia do que não me agradava com jeito.

Depois da tragédia do “João”, assim como no seriado, eu e todos os que o conheciam levamos na consciência o porque não ter feito mais…

Me perguntava porque ele teria feito aquilo, foi só um mês de namoro? Ao mesmo tempo pesava a consciência do por que não tê-lo escutado? Nunca imaginaríamos que ele faria tal coisa, mas depois concluímos o quanto ele era só!

Eu hoje escutaria esse amigo, o acolheria e não carregaria a culpa de não ter feito o melhor.

A pergunta é: O que podemos fazer de melhor para as pessoas? Continue lendo Sobre o futuro dos nossos filhos…

Essa tal da chupeta…

Ah Bubu (chupeta) eu me apeguei em você!

Porque a maternidade faz isso né?

Ensinamos, insistimos em algo mesmo sabendo que um dia talvez teremos problemas…

Quem me acompanha nas redes sociais sabe que há alguns dias eu estava na tentativa de tirar a chupeta da Alice (hoje com 2 anos e 7 meses).

Alice… Uma menininha de personalidade incrível, quase invencível!

O plano era outro. Eu tiraria a chupeta dela no natal e já estava trabalhando isso na cabecinha dela, mostrando o vídeo do irmão ganhando um presente do papai Noel por ter deixado de usar a chupeta…

Mas, Alice estava com a fala atrapalhada, e a mordida já estava pra frente. Tivemos que antecipar os planos… Conversamos e, tirar a chupeta foi relativamente tranquilo nos dois primeiros dias!

Diferente do irmão que só usava a chupeta pra dormir e a deixava depois que pegava no sono, Alice estava usando o “Bubu” praticamente 24h por dia. E não adiantava esconder ou tirar…

Quando a garotinha esperta não tinha uma carta na manga (uma chupeta escondida na mochila, ou na cama), ela chorava na minha cabeça insistentemente até que eu devolvesse, isso durante o dia.

Antes do julgamento que “não podemos deixar a criança vencer a decisão dada pelo pai ou pela mãe”, desafio qualquer Super Nany a vir aguentar ou convencer Alice que o não é não, ou tipo que o “o seu amarelo é vermelho pra ela”.

Ela é capaz de vencer dezenas de caminhões de paciência pelo cansaço. Kkkkkkk

Sim, minha doce Alice me vence, e digo isso porque sou mãe e ser humana!

Humildemente aprendi a perder, em partes pois durante o dia ninguém via a chupeta… Hahahaha

Bom, na terceira noite sem a chupeta, as 2h da madrugada, Alice chorava incansavelmente… Chorou por mais ou menos 40 minutos.

Eu fiquei por perto, dei colo, sacudi, rodei, dei boneca, princesa, ursinhos, bronca, carinho, mas ela só queria uma coisa: o Bubu!

Talvez não me renderia tão fácil ao “querer” dela, se não tivesse Heitor, prestes a acordar no outro quarto.

-Me rendo Alice, tome seu Bubu!

E quando ela acordou, colocou a mãozinha na boca, e com um tom de voz assustado me disse:

-Mamãe, eu não uso mais Bubu! kkkkkkkk…

Ah Alice, minha caixinha de surpresas!

No terceiro dia Alice amanheceu com diarreia e febril. Achamos que era uma virose, mas no outro dia, depois de uma noite com o Bubu, os sintomas sumiram. Era psicológico, apego, saudade do Bubu…

Assim foram por aproximadamente 7 noites. Choros por causa do Bubu e manhãs cheias de interrogação por não entender o motivo do Bubu amanhecer na boquinha dela, já que durante o dia o Bubu por “N” motivos não existia mais.

Ela em meio ao choro e cansaço da madrugada não se dava conta que o Bubu aparecia e a acalmava!

Ou a chupeta aparecia, ou ninguém dormia. O que eu estava fazendo na cabecinha da minha filha?

Primeiro o Papai Noel tinha levado o Bubu, depois a cachorrinha comeu (cortei a chupeta), depois o passarinho tinha feito cocô no Bubu (coloquei borra de café na chupeta)… E não foi só isso!

Jogamos o Bubu pela sacada;

Jogamos o Bubu pra vaca;

Jogamos o Bubu no lixo…

Mas a noite o Bubu tinha que aparecer! Ele TINHA que estar aqui. Pra entenderem melhor, Alice tinha mais de nove chupetas, por isso uma sumia e outra reaparecia, e com muita sinceridade me sinto bem por não ter me desfeito de todas, de uma só vez.

Mais uma vez conversamos e decidimos que o Bubu ficaria no travesseirinho durante o dia, mas a noite ele poderia ser usado, assim tudo se tornou mais fácil pra nós e pra ela.

Horas antes de decidirmos que ela usaria a chupeta a noite, ela me indagou com o jeito doce e a voz meiga.

Alice que tem dois anos quebrou minha dureza perguntando:

– Mamãe, como eu vou dormir sem meu Bubu?

E aí, como?

No momento o meu coração endurecido facilmente se partiu em dez pedaços!

E eu aprendi… Minha filha me fez refletir muito com a tal “despedia do Bubu que voltava todas as noites”!

Primeiro que nem todas crianças são iguais. Pra muitas, a chupeta que está na boquinha desde o primeiro dia do nascimento se torna bem mais que um calmante, como também trás conforto, segurança e apego, tipo as “naninhas”.

Segundo que insisti muito pra minha filha usar a chupeta! Sei que tudo tem seu tempo, e a fase de usá-la está acabando ou passando da hora de acabar, mas compreendi que ali aconteceu um apego. Pra ela a chupeta é como um ursinho de dormir!

Que porra é essa de maternidade…

Isso é injustiça! Hahaha

Ela convive com o danado do Bubu praticamente desde o dia que saiu da minha barriga, e daí eu decido tirá-lo assim, num estralar de dedos, ploft, pronto, sumiu.

Nãoooooo

Não minha filha! Tome aqui o seu Bubu, vai dormir…

Ora bolas. Se pra mim, aos 30 anos é difícil compreender é desapegar de algo, penso que pra ela seja um pouco pior!

A compreensão dela ainda é pouca, estamos falando de uma criança que acabou de sair das fraldas.

Afinal, devemos mesmo ter essa dureza?

Não queremos a intensidade em nossos filhos, mas por que temos que ter essa firmeza sem meio termo, na hora errada, por um motivo sem gravidade?

Devemos ser duros sim, estamos aqui pra ensinar! Mas vamos deixar essa a firmeza do “NÃO” pra momentos realmente necessários. Logo o “não” que é tão dolorido para nós e para eles. Vamos nos poupar e assim sermos mais leves.

Mas porque insistir em dizer não pra chupeta que nem está atrapalha tanto assim!?

Porque os parentes perguntam com cara de espanto se ele(a) usa chupeta até hoje?

Porque você posta uma foto na internet com seu filho(a) usando a chupeta e as pessoas perguntam se ainda usa a chupeta, com o emoji de susto??

Convenhamos… Muitas de nós usamos chupeta até os 3 ou 4 anos, e o pior, usávamos aquelas chupeta de látex, redonda, e sem um pingo da modernidade que temos nos dias de hoje pra não prejudicar a formação da dentição, alem de uma fralda de pano pendurada na chupeta pra não sumir. Hoje nem todas as pessoas (ao menos as que eu convivi) adquiriram problemas de fala ou na dentição!

Ok, há estudos e profissionais que comprovam que o uso da chupeta é prejudicial…

Sim!

Mas por trás dos estudos existem mães, bebês, sentimentos, dificuldades e um ponto final em toda essa exigência:

Cada um sabe seu tempo, suas dificuldades, seus apegos!

Alice deixou de usar o Bubu durante o dia!

Melhorou significativamente a fala, a dentição voltou muito ao normal.

Mas a noite, o Bubu aparece Simmmmmm…

E me deixa extremamente feliz vê-la com um sorriso de orelha a orelha por causa da danada da chupeta. Até parece uma paixão…

Ela corre pra cama abraça a cobertinha pega o Bubu e dorme gostoso, em paz, sem choro.

Alice já solta a chupeta a noite. Muitas noites, logo que ela adormece eu tiro a chupeta da boquinha dela e deixo de lado, mas na hora do incômodo ou do chorinho a chupeta volta pra boquinha!

Quando acorda me repete a mesma frase, todos os dias:

-Mamãe, eu não uso Bubu não!

Hahahaha

Ela está se desprendendo, aos poucos o Bubu deixará de ser tão importante. Paciência!

Com o irmão foi diferente:

Pegou o “Bibi”, entregou pro Papai Noel e pronto! A diferença é que pra ele o Bibi era indiferente… Foi simples!

E assim eu aprendi que na maternidade o meio termo é essencial!

O SIM é preciso, o NÃO também… Mas a compreensão de distingir a hora e o momento exato para usá-los é a fórmula mágica do negócio.

O Bubu está dando Tchau, aos poucos, no tempo dela… Sem dor, sem trauma e sem chororô!

Beijos

Talita Lima

O comércio sempre tem uma data ou outra pra gerar um movimento para o consumismo!

De certa forma eu acho legal, principalmente no dia das mães… Hahahaha

Tá, mas sinto um certo exagero para o lado infantil, até apelativo.

Ligamos a TV em um canal infantil e dá-lhe propagandas de brinquedos caros e atrativos.

Ligamos em outro canal, e depois de tantos “mãe quero isso” ou “quero aquilo”, amansamos nossos corações, principalmente depois de um bom comportamento e nos rendemos ao cobiçado brinquedo, que talvez nem será tão usado!

No YouTube Kids, a atração é ver vídeos de crianças abrindo aquelas surpresinhas com mini brinquedos (um lado ruim da internet).

Por aqui optei somente pelo uso do Netflix, mas não fujo dos pedidos de brinquedos diferentes que volta e meia aparecem na mão de um coleguinha na escola…

Muitas vezes me endureço quando me olham como aquele olhar do gatinho do Shrek, mas o pai amolece e, da-lhe brinquedos.

Gato de Botas

 

 

 

 

 

 

 

E mais uma vez volto a me perguntar o que estamos criando?

Cresci em uma família de classe média, meu pai era funcionário público e sempre ouvi e compreendi a seguinte frase:

-“Filha, o papai tá apertado”!

Não vou negar que achava ruim e já desejei ser filha do “Silvio Santos” (kkkkkk), mas aprendi a compreender!

E compreendi que aos 18 anos não teria meu primeiro carro… E que teria que trabalhar para conquistar o que queria.

Tudo isso me fez dar um valor danado nas coisas que ganhava e conquistava!

Hoje, vejo o tanto que isso me fez bem.

Aqueles presentes, brinquedos, roupas e sapatos que eu ganhava apenas em datas especiais tinham um valor imenso.

Brincava de verdade! Esperava ansiosa pelo que pedia aos meus pais, e pra ganhar tinha que andar na linha.

Tudo teve tanto valor, que muitos brinquedos tenho até hoje, e decoram o quarto dos meus filhos… Tem história, tem o verdadeiro gosto da infância!

Sinto estarmos vivendo em uma geração bastante materialista, e dai volto a ressaltar que estamos dando mais presentes e menos PRESENÇA.

(Leia também o texto Você é realmente presente na presença dos seus filhos?)

Sinto que estamos criando um futuro com jovens exigentes, que serão cheios de bens materiais, mas vazios de amor.

Estamos trabalhando duro, diariamente, pra darmos a cada dia mais coisas aos nossos filhos, e tudo do bom ao melhor. Ok, nada contra…

Ontem em uma loja de brinquedos presenciei várias cenas de crianças que se jogaram no chão por um brinquedo, por bonecas de 500 reais, que talvez serão curtidas apenas por um momento. Infelizmente não consegui ver cenas de mães e pais dizendo “NÃO, EU NÃO TENHO DINHEIRO”! Talvez por não ter parado para observar… Mas vi uma loja lotada de pais querendo agradar os filhos, e me incluo no grupo!

Me perguntei, cadê a crise do país?

Mas para agradar os filhos vale jogar o cartão de crédito pro alto!

Trabalhar sem parar para dar tudo do bom e do melhor…

Vale sim! Nossos filhos são realmente preciosos para nós, e o que custa agrada-los se realmente temos condição para isso?!

Mas também vale ensinar a realidade da vida!

Vale ensinar a compreensão… Momentaneamente o “NÃO” pode doer, mas futuramente será compreendido!

Vale a pena dar o brinquedo caro sim, mas brincar junto, ser presente e estar presente!

Também vale dar somente uma lembrança e ensinar que no momento, o papai e a mamãe estão sem condição pra comprar determinado objeto, mas a data será comemorada de outra forma, com muito amor…

Ah, o amor… O melhor presente!

Esse que será dado, será também bem recebido é muito bem recompensado.

O dia das crianças não significa um dia cheio de brinquedos!

Aquele bolo de chocolate feito com a mamãe, ou aquele pique-pega com o papai também seria um presentão.

O dia é “DA CRIANÇA”, e não necessariamente de comprar um brinquedo pra criança!

Não se sufoquem por isso…

Devemos educar nossos filhos diariamente, e nada melhor do que passar a realidade financeira para a criança, ou simplesmente trabalhar a compreensão, ensinar que a boneca ou o carrinho de 500 reais é bem parecido com o de 200, talvez…

Acreditem, eles entendem.

Pode doer ou pode não doer…

Mas trabalhar o “Tudo bem, eu compreendo”, é alem de lindo, nobre e encantador!

Sim, muitas vezes eu falo NÃO, mesmo tendo condição para dizer sim…

Acredito que o NÃO na maternidade é um sinônimo enorme do amor!

E se hoje, no DIA DAS CRIANÇAS tiver presente ou não, dê o que é mais importante aos seus filhos(as)!

Dê presença, ensine o amor e o respeito ao próximo.

Beijos

Talita Lima

 

Outro dia Heitor chegou em casa triste, pois tinha brigado com uma amiguinha!

Eu estava no sofá, então deitei ele no meu colo e pedi pra que me explicasse o que tinha acontecido…

Depois do relato, conversamos, expliquei que a vida nem sempre irá girar em torno do que queremos. Brigas são difíceis, porém vez ou outra acontecerá!

Percebi que ele engolia o choro, mas a vontade dele na verdade era gritar. Os olhos esbravejavam lágrimas, e observei que ele nem piscava para a lágrima não cair e que, quando não aguentava, limpava as lágrimas antes que escorressem pelo rosto.

Perguntei:

-Heitor, por que você está segurando o choro?

Ele respondeu:

-Porque sou homem mamãe, homem não chora!

Até me assustei com a resposta porque aqui em casa não temos o hábito de repreender sentimentos, mesmo que seja a raiva!

Claro, converso, procuro sessar as birras, mas quando estão tristes por algo que não conseguiram (mesmo que isso seja algo que eu tenha negado), deixo chorar, e procuro explicar, conversar e acalmar.

Acho importante ensinarmos a expressarem e soltarem seus sentimentos.

Importante também nos pais e mães sabermos discernir a “expressão dos sentimentos” e as birras…

Alegrias, tristezas, dores, raivas! Isso fazem parte de nós, somos humanos…

Mas, por qual motivo meu filho, que é um menino (homem) criou esse estigma de não poder chorar?

Porque homens não choram?

Porque eles devem guardar dentro deles um um baú de dores e desamores?

Compreendo que esse é um dizer de pais antigos, dos nossos avôs ou bisavôs, que tinham medo dos filhos serem muito “delicados”, por chorarem!

“HOMEM QUE É HOMEM NÃO CHORA”.

Não, pera aí, não compreendo…

Foram raros os momentos que vi meu pai chorar. Raro não, posso contar uma 10 vezes, talvez. Ele tem 63 anos, e eu 30! Em 30 anos quase não presenciei lagrimas no rosto do meu pai. E não foi por falta de dores… Isso foi o que ele aprendeu: “Homem não chora”.

Jogar o sentimento pra fora não fará que nossos filhos mudem de sexo, nem os farão delicados!

O choro é uma forma de expressão, um desabafo, trás força. E também é uma forma de expressar alegria, emoção!

Entendam, (repito) o choro e não a birra!

Isso é uma cultura antiga, adquirida dos nossos avós, bisavós, e que estamos trazendo para os nossos filhos…

Bom, perguntei de onde ele teria escutado isso, e ele disse ter ouvido de um priminho, que provavelmente tenha ouvido do pai, do avô, ou até da mãe…

Ok. Concertarei o erro!

Olhei nos olhinhos dele e disse:

-Pode chorar sim filho!

E no momento vi as lágrimas caindo, e a dor saindo. Abracei, deixei chorar e ao mesmo tempo conversava, acalmava…

Até que ele parou! Ligamos para a amiguinha, resolvemos a situação e a dor passou…

Resolvi relatar essa minha experiência aqui, pois vejo que ainda vivemos essa forma de educar, e talvez nem temos culpa, pois assim também fomos ensinados!

Mas será que vale a pena reprimir os sentimentos de nossos filhos?

Nãooooo, não vale a pena, não os faça engolir o choro… Deixem-os expressarem seus sentimentos!

Assim como sabemos lidar com a alegria (apesar de gostarmos), e com o sorriso no rosto de nossos filhos, temos que aprender a lidar com as frustrações (apesar de NÃO gostarmos), e ensiná-los que isso nem sempre será “bom”, mas fará parte da vida!

Dores abafadas a longo prazo se tornarão ressentimentos, mágoas e consequentemente acontecerá uma explosão de doenças na vida e na alma, como estamos presenciando na geração que vivemos.

Devemos criar e ensinar nossos filhos a serem homens e mulheres, que possam curtir a vida com alegrias e tristezas (apesar desse sentimento partindo deles, doer em nós também).

A dor é ruim, mas depois de solta passa!

O choro muitas vezes funciona como um remédio, alivia dores e frustrações.

E sim filho, pode chorar…

Para mães de meninos! Para mães…

Beijos

Talita Lima

Outro dia ouvi que não faço nada! Talvez você que é mãe e vive para cuidar da casa e dos filhos escute isso por diversas vezes, como eu!

Não, não faço nada…

Quando acordo fico conversando e respondendo perguntas de duas crianças, sendo que uma está aprendendo a falar, então tenho que entender o que ela fala e ensinar a forma correta de falar!

Depois dou banho nas duas crianças, coloco os uniformes, ensino tarefas, dou almoço e as arrumo pra ir pra escola!

Enquanto isso tenho que separar brigas, ensinar o amor, ensinar a dividir o brinquedo com o irmão, ensinar a guardar brinquedos, ensinar, ensinar, ensinar…

Muitas vezes, enquanto tudo isso acontece faço o almoço, outras vezes deixo o almoço pra funcionária fazer e vou fazer a minha tarefa… Ensinar!

Depois de um furacão aparentemente ter passado em casa, as crianças vão pra escola.

Mas será mesmo que eu não fiz nada?! Será que você que leu esse inicio de texto e pensou:

-“Quem me dera se aqui fosse só isso”! Será que você não faz nada? Teríamos que descarregar um caminhão de areia pra mostrar serviço?

Entendo…

Então, vamos lá! Tenho um blog e cuido dele e de outros trabalhos, no horário que as crianças estão na escola aproveito para executar minhas tarefas (esse é meu caso e não deve ser diferente do seu). Outras mães no período em que os filhos estão na creche, na escola ou na casa da vovó, vão passar roupa, cuidar da limpeza da casa, vão ao salão de beleza, ao banco ou até mesmo, vão dormir!

Sim dormir, qual o problema? Pra você entender, depois que os filhos nascem o sono da mulher fica acumulado por muito tempo, então, não julgue mães que deitam e dormem!

Depois dessa tarde talvez cheia de trabalho, os filhos voltam da escola! Então vamos matar a saudade, sentir o cheiro, dar atenção, se fazer presente…

Ensinar, ensinar e ensinar!

Fazemos o jantar, brincamos, damos banho, lemos um livro, oramos (ou rezamos) e colocamos pra dormir!

Mas será que todos as crianças dormem pontualmente às 21h?

Não… Existem as “Lunas”(personagem de desenho animado) da vida!

Aquelas crianças -“eu quero saber, não quero dormir”-… E vão dormir por volta de meia noite!

Mas isso é normal? Sim? E acontece nas melhores famílias!

E dai dormem… Mas aparece o marido! Quem tem já sabe né, não preciso entrar em detalhe…kkkkk

Ok, mais um trabalho concluído? Será?

Não…

Mães trabalham de madrugada. Poucas tem a sorte de terem filhos que dormem como anjos a noite toda! A grande maioria das crianças acordam, pedem água, mamadeira, pedem pra ir ao banheiro ou pra deitar com a mamãe e o papai!

Lá se vai a mãe com o sono interrompido. Alguns pais ajudam sim, outros têm que descansar pra no outro dias sair cedo e trabalhar!

Minha opinião é: Pai que é pai ajuda! Mas existem exceções e cada família tem seu hábito. Não cabe a mim julgar!

Outras mães têm dois ou mais filhos (meu caso). Quando um grita a noite, o outro acorda, e assim vai, geralmente de hora em hora…

Mãe acorda, levanta, acalma, da colo, e tenta por pra dormir de novo… A cena muitas vezes se repete durante toda noite!

Mas nem todas as noite são assim. Não se assustem! Muitas noites seguem tranquilas, mas a tal da mãe sempre interrompe o sono e levanta pra ver se os filhos estão respirando, com frio ou com calor, com coberta ou sem coberta.

Mas dai tu me pergunta: “Porque não aproveita a oportunidade que os filhos dormem pra também dormir?”

Te respondo: “Mãe é o bicho mais besta da face da terra! Mãe vigia a cria… Isso é instinto. Tudo isso acontece pois somos tomadas por um amor incondicional, e uma consciência que vai pesar pra caramba se o filho(a) estiver com frio durante a noite e a mãe, por ter pego no sono, não ver”

Não citarei as noites de gripes e viroses pra não prolongar muito o texto… kkkkk

E no amanhecer tudo recomeça, e a mãe geralmente agradece a Deus!

-”Acordaram bem e com saúde, agora vou babar nas minha crias.”

Mas depois de tudo isso, de todo esse trabalho??

Sim! Mães trabalham com amor. Nada disso doi, e a recompensa é ver os filhos crescerem cheios de amor, carinho e caráter!

Mas você mãe não faz nada, só fica em casa…

Nada! Você só é mãe, mulher, filha, esposa, dona de casa… Mais nada! Rsrsrs

Escuto esse questionamento e logo me dá uma vontade enorme de mandar a pessoa que fala isso pra P$&#@&$€…

Mães que vivem em casa sofrem de um cansaço talvez bem pior do que o das pessoas que trabalham fora. O CANSAÇO MENTAL!

Aquele que te deixa sempre com cara de cansada. Aquele que talvez nem as noites bem dormidas resolvam completamente!

O cansaço físico é bom! Posso falar pois tenho propriedade no assunto…

Já trabalhei muito, de me ver muitas vezes fisicamente destruída! Mas dai, chegava em casa, tomava um banho, dormia e no outro dia estava pronta pro batidão…

Mas é o cansaço mental? Ele vem, e fica!

Gera o stress, a depressão, o pânico.

Ele não sai fácil… Barulhos incomodam, e tudo se torna uma ameaça de bomba, com o corpo e a mente prontos pra explodirem a qualquer momento. Por isso prescisamos de uma pausa, como já relatei aqui no Texto: Hora de dar uma pausa na maternidade.

Não temos férias, mas quando fazemos planos de descansar, incluímos os filhos! Esse tal espirito materno… Ahhh, esse amor de mãe…

Prazer, essas mulheres são apenas MÃES, que trabalham em casa ou integralmente sendo mães! Essa também sou eu…

Algumas partes desse relato se baseia na minha vida, mas muitas mães seguram uma onda bem maior do que a minha.

E por elas tenho uma grande admiração!

Sim, trabalhamos muuuuuito…

Beijos

Talita Lima

Será que estou realmente presente na vida dos meus filhos, mesmo estando integralmente com eles?

Essa pergunta eu me fiz no dia das mães, quando ganhei da Alice um presente feito por ela na escola. Era um desenho que ela teria que fazer (ou uma figura escolhida) com o que a mamãe mais gostava de usar ou fazer! Na cartolina vermelha com forma de coração tinha um celular…

Oi? Que percepção é essa que uma criança de dois anos de idade fez da mãe? Claro, fico integralmente com meus filhos, mas nesse dia percebi que o celular já estava fazendo parte do meu corpo. Teria eu pés, mãos, cabeça, tronco e celular?

Celular pra mim é praticamente um instrumento de trabalho, alem do notebook, que só uso quando meus filhos não estão em casa ou estão dormindo. Pelo celular respondo emails e mensagens relacionadas ao blog, ajudo mães, tiro duvidas… Ok? Mas será que deveria estar fazendo isso no momento em que deveria estar dando atenção aos meus filhos?

Será que minha PRESENÇA nos momentos com meus filhos tem sido PRESENTE?

 

Percebi que sem querer minha filha chamou minha atenção, e talvez o seu filho(a) também esteja chamando a sua atenção.

É simples? Peça para que ele desenhe ou fale o que você mais gosta de fazer?

Desde o dia das mães pude me corrigir, e a poucos dias, pedi para que o Heitor desenhasse o que a mamãe mais gostava de fazer! De forma expressiva, ele me desenhou com ele e com Alice.

Dai, perguntei pra Alice o que a mamãe mais gostava.

Ela disse: ”Gosta de ficar com a Lili”!

Suspirei e percebi que estou acertando… Isso no meu caso, que trabalho em casa e sou mãe em tempo integral!

Mesmo trabalhando em casa tenho que fazer meus horários, e depois da minha mudança pessoal, hora de trabalhar é hora de trabalhar, e hora de ficar com meus filhos é hora de ficar com meus filhos. Isso vale pra quem trabalha fora. Simples assim!

Porque existem varias formas de estarmos presentes… Quando vamos a um restaurante, ou quando estamos assistindo TV!

Mas será que quando pais e filhos saem pra almoçarem juntos ocorre uma interação legal? Fazemos realmente esse momento familiar? Estamos presentes ou apenas soltamos nossos filhos em uma brinquedoteca que o restaurante possui e vamos tomar uma cervejinha com outro casal de amigos? Você percebe se a criança esta brincando, brigando ou ate apanhando de outras crianças?

Você realmente esta presente, e mesmo enquanto a criança esta brincando percebe se ela esta fazendo o certo ou o errado perante outras crianças, e diante do erro, ensina o acerto? Sua presença te faz presente? Ando observando que muitos pais não estão presentes durante passeios com os filhos, mas sim, deixam que monitoras de brinquedotecas e babás façam a presença! Mas de quem é o dever de educar, e alem disso, de dar amor e carinho quando preciso?

Não, o erro não é ir ao restaurante que tenha brinquedoteca e deixar as crianças brincarem enquanto você distrai a cabeça, o erro é estar presente e não se FAZER presente… Coisa simples de se entender!

Quando vêem TV juntos, ou vão ao cinema, você realmente se interessa pelo que teu filho assiste? Responde as perguntas feitas pela criança com coerência, ou somente esta ali de corpo presente, atento ao celular, WhatsApp e redes sociais?

Corpo presente mas a mente no mundo da lua…

Será mesmo então que sua presença é necessária?

Criancas precisam de diálogos verdadeiros, risos, troca de olharem e afeto entre os pais. Eles precisam sentir que as perguntas feitas aos pais sejam interessantes, e que as respostas sejam sinceras!

Nos pais precisamos estar presente na vida dos nossos filhos com qualidade, mesmo que a quantidade de tempo seja pouca, mas que as poucas horas juntos sejam preciosas… Ser PRESENTE no PRESENTE é o melhor presente que podemos dar aos nossos filhos!

A atenção e o AFETO trará para o futuro filhos presentes na vida dos pais, e menos jovens envolvidos com drogas e distante de seus familiares.

Faça que o amor pelos seus filhos seja também expressado por momento juntos, e se tornem pais exemplares e inesquecíveis!

Sim, ainda da tempo…

 

Beijos

 

Talita Lima

O assunto é mais sério do que imaginamos.

Na semana passada, assisti um documentário deprimente no Netflix, que se chama Bullying (recomendo que assistam) que me fez pensar seriamente no futuro de nossas crianças.

Dias atrás, nos Estados Unidos, um adolescente de 13 anos suicidou-se, vítima de Bullying.

Segundo a revista Veja, 1 em cada 5 adolescentes na faixa etária dos 13 aos 15 anos, praticam Bullying no Brasil.

Os números só tendem a crescer, o que me faz observar a cada dia, mães super protetoras ou, mães que não corrigem filhos agressivos e ainda usam a frase: “Antes meu filho bater do que apanhar”, e isso até tem lógica!

Repensando sobre o assunto, o Bullying na grande maioria das vezes começa dentro de casa, quando você, pai ou mãe, carinhosamente chama seu filho(a) de gordinho ou magrelinha, branquela ou negrinho. Quando brincando você fala do cabelo da criança, e até a compara com um personagem de desenho animado.

NÃO, nós pais não fazemos isso com maldade, mas temos que observar se a criança está levando esse “elogio” para outra criança e ensina-la a respeitar, caso a brincadeira não esteja agradável para o outro.

Crianças são inocentes, falam sem maldade… Mas logo, ao compreender as possíveis interpretações irá ligar que gordinhos são mais “cheinhos”, e consequentemente apelidara um colega. Isso já se caracteriza Bullying!

Na consequência, o colega possivelmente irá se deprimir, e será vítimas de outros colegas…

A educação literalmente vem do berço!

Crianças devem ser ensinadas e educadas desde pequenos. Pode até ser “engraçadinho” (apesar de eu não achar graça nenhuma) escutar uma criança de 2 anos chamar alguém “macaco” ou “mané”, mas aos 4 isso não terá a mesma graça, ao meu ver, não terá graça nenhuma.

Mas é aí? Como corrigir um erro, se antes quando cometido, era engraçado?

Eles crescem… E a personalidade é moldada na infância!

Não espere a criança amadurecer para começar a educa-la e ensina-lá.

Ensine o respeito ao próximo. Não diferencie, Autistas, Downs, Deficientes físicos… Todo ser é especial! Ensine, mas principalmente, pratique o amor! Seja exemplo.

É importante ensinar a criança a se defender, sem que haja agressão, mas com imposição, posicionamento!

De fato, todos nós já fomos vítimas de Bullying na adolescência, e muitos praticaram Bullying com algum colega.

A vítimas de Bullying costuma ser facilmente afetada pelo “bulinador”, e geralmente são pessoas mais frágeis.

Não há graça bulinar pessoas que se mostram indiferente ao possível “sarro”!

Observe seu filho(a). Converse diariamente, pergunte como foi na escola, o que ele gostou e o que ele não gostou.

Observe o comportamento da criança diante dos colegas.

Observe frases tipo “Eu sou um bobo(a)”…

A criança que tem essa manifestação possivelmente está com a auto estima afetada.

Eleve o ego da criança sempre que possível e necessário, proteja, ampare! Corrija, diga que não é bobo, mas sim uma criança linda e esperta. Tente entender de onde seu filho tirou a conclusão de ser “bobo, feio, gordo, ou magro”, e se isso veio da escola, procure os responsáveis imediatamente.

Não espere que a criança tenha receio de sair de casa e se deprecie por não ter o respeito dos amigos.

Ensine a criança a repreender o agressor!

Por fim, seja presente na vida dos seu filhos, converse, observe, os proteja desse mundo que a cada dia se mostra com menos amor!

Beijos

Talita Lima

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