A criança e o preconceito: vamos falar sobre isso?

A criança e o preconceito: vamos falar sobre isso?

A criança não nasce preconceituosa, mas pode se tornar com o passar dos anos! Como a própria definição diz, preconceito é uma ideia preconcebida, uma opinião não justificada. E a criança, inicialmente, não tem opiniões sobre o desconhecido, por isso, vai reproduzir a opinião das pessoas que estão próximas a elas, como o pai e a mãe, por exemplo.

Geralmente, a partir dos 2 anos de idade, as crianças começam a perceber as características das pessoas, as diferenças físicas entre um e outro. Conforme elas vão crescendo, essa percepção vai aumentando.

Se você observar vai ver que as crianças ficam curiosas diante do “diferente”. Por exemplo, se o pai e os homens com que ela convive não têm o costume de usar barba, quando ela ver um homem barbudo, vai achar diferente. Porém não há preconceito nisso. É só curiosidade mesmo.

O que acontece é que os pais acabam transferindo seus preconceitos para os filhos.

Vivemos em um mundo repleto de diversidade, e muitos tem dificuldade em lidar com isso. Infelizmente, o preconceito está disseminado em todas as culturas e está vivo na vida de muitas pessoas.

Precisamos evitar que nossos filhos sejam preconceituosos!
Como eu disse antes, as crianças não nascem preconceituosas, elas podem ser tornar ao longo dos anos. O preconceito é algo presente na sociedade e, às vezes, somos nós, os pais, que incentivamos nossos filhos a tê-lo.

Se você não quer que seu filho seja preconceituoso, não seja.

As crianças seguem os exemplos dos pais. Se você tem um discurso preconceituoso dentro de casa, seu filho irá reproduzi-lo. Se você fala uma coisa, mas age diferente, pode ter certeza que seu filho está vendo. Crianças são observadoras e a tendência é fazer o que os pais fazem e não o que dizem. O exemplo é sempre mais forte que a palavra. Por isso, preste atenção nas suas ações!

Além disso, precisamos orientar os nossos filhos. Caso o pequeno tenha contato com o preconceito fora de casa, na escola, por exemplo, e reproduza aquele comportamento, os pais devem mostrar que ele está errado e que não pode agir assim. Um bom dialógo, claro e objetivo, é o ideal nesse momento. Sempre reforçando que cada ser humano é único e que as diferenças não devem ser julgadas.

Ao ficar diante de uma pessoa diferente e notar que a criança está curiosa, aja com naturalidade e não faça nenhum tipo de comentário, a não ser que a criança lhe questione sobre as diferenças do outro. Caso isso ocorra, ensine que todos somos diferentes e que isso é muito legal, pois nos tornam especiais.

Preconceito na escola: como evitar?
A escola é o primeiro ambiente em que a criança vai conviver mais de perto com as diferenças. Lá ela vai se envolver com crianças e adultos diferentes, com hábitos e estilo de vida distintos. Esse período é fundamental para a formação dela. E não só os pais como também os professores precisam ficar atentos ao comportamento do pequeno.

Escola e pais precisam caminhar juntos.

Quando existe o preconceito dentro da sala de aula, geralmente ocorre a discriminação, o tratamento desigual e isso faz mal tanto para o “causador” quanto para a “vítima”. Sentir-se discriminada pela cor da pele, pelo cabelo ou até mesmo pelas roupas faz muito mal a criança.

Baixa autoestima, sentimento de inferioridade, notas caindo e introspecção são alguns sintomas. E a criança preconceituosa pode crescer intolerante, reproduzindo esse discurso e atacando a sociedade.

Mas é bom deixar claro que esse tipo de comportamento não parte da criança, é adquirido. Ela viu, escutou ou presenciou alguém fazer isso. Isso é muito sério, pais.

Qualquer mudança no comportamento da criança merece atenção! Eu sempre digo que conversar bastante com os filhos sobre tudo desde pequenininhos é muito importante para compreender o que passa na cabecinha deles e ajudá-los a lidar com as dúvidas, dificuldades e questionamentos, contribuindo, assim, para a formação de seu caráter.
Mamãe e papai, preparem sua criança para respeitar o diferente. Nada de preconceito! Semeie o amor!

 

Abraços

Talita Lima

 

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